Dossier: Meios Digitais
2018/2019
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E1: Criação de um mapa conceptual
Este exercício gerou muitas perguntas sem resposta, a
começar por ter que enfrentar a temível questão de quem realmente somos.
Estamos agora perante a situação em que nem os que nos rodeiam, nem nós
próprios temos noção da dimensão da nossa essência, o que causa um género de
revolta interior que se estende para os restantes exercícios… Com uma certa
ironia e um fundo que faz os olhos arder logo na primeira aula da manhã de
quarta-feira, tentei fazer uma montagem, como uma colagem feita à pressa, que
me conseguisse caracterizar por imagens e palavras, acrescentado aos meus
gostos e desgostos categorias para lá do que queremos. Falar de nós é uma
temática extremamente frágil, uma exposição que não está definida, porque não
somos definidos.
Programas utilizados: Inkscape; Gimp.
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E2: a. Políptico (Sem Título)
Decidi utilizar este exercício como um complementar para
comunicar a ideia de irregularidade, a abranger toda a temática, sem origem
histórica a transparecer nas expressões faciais, daí o desfoque, desistir da
tentação da curiosidade, manter a identidade das pessoas privadas e na sua zona
de conforto. A primeira imagem da sequência é a areia, um elemento natural
adaptável, controlado pelo toque de o que quer que seja, como o mar e o Homem,
sem qualquer tipo de resistência. Revelar a nossa identidade é expor-nos
perante a vulnerabilidade, e neste trabalho sou eu que controlo as revelações.
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E2: b. Animação
Como se a colocar a ideia do políptico em movimento, num
trabalho de grupo, decidimos colocarmo-nos no “cenário natural” escolhido, a
nossa representação da irregularidade contrastante entre areia/ mar, sendo que
o mar é imprevisível e indomável, enquanto a areia oferece uma docilidade
perante o que está à volta. A nossa versão inicial consistiu num stopmontion de
trinta segundos, uma sequência fotográfica, com o aparecimento breve desfocado
de algumas pessoas, a representação da efemeridade temporal: do dia, do
movimento, do nosso próprio corpo habitado. Devido a alguns imprevistos
acabamos na praia já no pôr do sol, o que deu um toque romântico desnecessário e
proporcionou aos visualizadores uma ideia diferente à qual queríamos
transmitir. Para uma simplificação mais direta e sóbria, na segunda versão o
tempo reduziu-se, a preto e branco, com intenção de omitir informação com a sua
ausência de cor. Ironicamente sendo os elementos do grupo que controlam as
identidades reveladas, decidimos expor-nos com emoções que não correspondem às
expressões faciais.
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E3: Livro de Artista: “Define Privacidade/ Define Liberdade”
Com o objetivo de ser eu a
controlar por completo este exercício, apenas com as fotografias impressas que
estiveram à espera, fiz o livro de artista com materiais que estavam presentes
no meu dia a dia, como cartão vindo de caixas de sapatos, cereais, sacos de
plástico, fita cola, marcadores, sacos de papel, tintas…Quis que as pessoas
presentes nas fotografias ficassem presentes no momento sem qualquer
interrupção de outras perspetivas ou olhares, escolhi dar-lhes esse direito que
é tão natural, com o contraste de presenças que revelam a identidade,
literalmente e ironicamente, como cabelo, impressões digitais, objetos que já
nos passaram pela boca ou pelas mãos, por exemplo.























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