quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Dossier

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Dossier: Meios Digitais
2018/2019

 Professor: Tiago Assis
 Mariana Oliveira
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E1: Criação de um mapa conceptual

       Este exercício gerou muitas perguntas sem resposta, a começar por ter que enfrentar a temível questão de quem realmente somos. Estamos agora perante a situação em que nem os que nos rodeiam, nem nós próprios temos noção da dimensão da nossa essência, o que causa um género de revolta interior que se estende para os restantes exercícios… Com uma certa ironia e um fundo que faz os olhos arder logo na primeira aula da manhã de quarta-feira, tentei fazer uma montagem, como uma colagem feita à pressa, que me conseguisse caracterizar por imagens e palavras, acrescentado aos meus gostos e desgostos categorias para lá do que queremos. Falar de nós é uma temática extremamente frágil, uma exposição que não está definida, porque não somos definidos.




Programas utilizados: Inkscape; Gimp.



















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E2: a. Políptico (Sem Título)

       Decidi utilizar este exercício como um complementar para comunicar a ideia de irregularidade, a abranger toda a temática, sem origem histórica a transparecer nas expressões faciais, daí o desfoque, desistir da tentação da curiosidade, manter a identidade das pessoas privadas e na sua zona de conforto. A primeira imagem da sequência é a areia, um elemento natural adaptável, controlado pelo toque de o que quer que seja, como o mar e o Homem, sem qualquer tipo de resistência. Revelar a nossa identidade é expor-nos perante a vulnerabilidade, e neste trabalho sou eu que controlo as revelações.







































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E2: b. Animação


      Como se a colocar a ideia do políptico em movimento, num trabalho de grupo, decidimos colocarmo-nos no “cenário natural” escolhido, a nossa representação da irregularidade contrastante entre areia/ mar, sendo que o mar é imprevisível e indomável, enquanto a areia oferece uma docilidade perante o que está à volta. A nossa versão inicial consistiu num stopmontion de trinta segundos, uma sequência fotográfica, com o aparecimento breve desfocado de algumas pessoas, a representação da efemeridade temporal: do dia, do movimento, do nosso próprio corpo habitado. Devido a alguns imprevistos acabamos na praia já no pôr do sol, o que deu um toque romântico desnecessário e proporcionou aos visualizadores uma ideia diferente à qual queríamos transmitir. Para uma simplificação mais direta e sóbria, na segunda versão o tempo reduziu-se, a preto e branco, com intenção de omitir informação com a sua ausência de cor. Ironicamente sendo os elementos do grupo que controlam as identidades reveladas, decidimos expor-nos com emoções que não correspondem às expressões faciais.





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E3: Livro de Artista: “Define Privacidade/ Define Liberdade”


       Com o objetivo de ser eu a controlar por completo este exercício, apenas com as fotografias impressas que estiveram à espera, fiz o livro de artista com materiais que estavam presentes no meu dia a dia, como cartão vindo de caixas de sapatos, cereais, sacos de plástico, fita cola, marcadores, sacos de papel, tintas…Quis que as pessoas presentes nas fotografias ficassem presentes no momento sem qualquer interrupção de outras perspetivas ou olhares, escolhi dar-lhes esse direito que é tão natural, com o contraste de presenças que revelam a identidade, literalmente e ironicamente, como cabelo, impressões digitais, objetos que já nos passaram pela boca ou pelas mãos, por exemplo.








































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